Quero o colorido dos dias
A revolução dos sorrisos
O tom doce do (in)esperado
Como presente da vida.
Quando o homem entrega-se a dor da realidade é porque já lhe falta a poesia do viver.

Acaso

Abri o peito ao acaso e quis cultivar o que a vida me trouxe
Sentimentos feitos para transcender, para fazê-los poesia ritmada
Mas agora acho que o acaso errou de endereço e me pregou uma peça
Quando o abracei com todas as virgulas e reticências, ele se foi sem um ponto final
Fiquei entre as interrogações e os velhos medos conhecidos, que teimam em mostrar os dentes ao gargalhar em meio ao silêncio.

Silêncio...

Gosto daquele silêncio que tudo diz, não daquele que tudo cala.
Ontem ela se perdeu de mim
Mas hoje me vesti da cor dela
Pra convencer meus sentidos que ela deve ser sempre a última a bater a porta.
Meu pensamento repousa em teu peito
Desde o amanhecer até a primeira estrela confessar
Que os sonhos não tardam e o amor já quer florescer
Dentro pulsa o desejo do mar
Fora vibra a urgência do querer